Pular para o conteúdo principal

Experiências de um acadêmico


O meu início na graduação foi acompanhado de grande empolgação e de uma quantidade enorme de expectativas e, com este espírito, estudei em demasia e me destaquei no primeiro ano de faculdade como um dos melhores alunos da minha turma. E isso foi um aspecto muito positivo para o meu início, não apenas para o julgamento que os docentes fazem do perfil do aluno, mas por saber que tinha adquirido o máximo de conhecimento possível e que o esforço tinha sido recompensado de alguma forma, com o saber. Este fato só veio a aumentar minha empolgação, porém, com os pés no chão. Eu sabia que com o aumento diário do volume de informações em saúde, não bastava apenas sonhar e achar que já tinha adquirido bastante conhecimento, e sim, que haveria necessidade de continuar estudando do mesmo modo, ou seja, estudando muito. Conforme fui adquirindo conhecimentos e experiência em estudar, buscava sempre complementar o conteúdo aprendido em aula com a leitura de um artigo científico e, a partir deste ato, os horizontes foram expandindo e me deparei com uma frase filosófica de um professor: “Quanto mais você estuda, mais você vê que ainda não sabemos nada”. No meu ponto de vista, há duas maneiras de interpretar esta frase: 1ª – Em relação ao crescimento do volume de informações, não damos conta de abranger todo o conhecimento; 2ª – Quanto mais pormenorizado você estuda determinado assunto, mais você enxerga que há falta de respostas (“buracos”) na ciência. Eu interpretei das duas formas. Sabia que não conseguiria dominar todo o conhecimento em saúde, mas procurei e procuro saber o máximo possível, e também houve o meu interesse de cobrir os “buracos” da ciência, o que acabou me rendendo uma oportunidade de realizar uma iniciação científica em uma universidade renomada. Os horizontes foram se expandindo, cada vez mais. Um pouco mais tarde, outras oportunidades surgiram e fui convidado para representar o corpo discente do curso de Fisioterapia na comissão própria de avaliação (CPA) da minha faculdade. Agarrei firmemente todas as oportunidades que foram dadas a mim e aprendi mais uma coisa: as expectativas e sonhos são moldados conforme as oportunidades são apresentadas. Meus sonhos profissionais continuam sendo moldados até hoje, cada vez mais colossais, porém, para realizá-los, as oportunidades devem ser conquistadas, e procuro conquistá-las a cada dia. Para isso, é necessário esforço e, se não há esforço, não há glória.

Comentários

  1. E cada uma dessas oportunidades foi merecidamente dada e vc correspondeu à altura, portanto merece o futuro glorioso que te espera!

    Te amo!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Uma breve aula sobre o tecido nervoso

Esta entidade flagrada acima é um componente essencial para o funcionamento do sistema nervoso, trata-se de um neurônio (ou célula nervosa). Esta célula é especializada em conduzir impulsos elétricos (ou nervosos) a "longas" distâncias com o intuito de estabelecer comunicações dentro do nosso organismo. Os neurônios estabelecem inúmeras conexões entre si (sinapses), e também interagem com outros tipos de células para compor um tecido, formando assim o tecido nervoso. Em biologia, um tecido é uma matéria composta por células e substâncias (matriz extracelular) produzidas por estas células. As células quais os neurônios interagem, o oferecem suporte fisiológico, sendo estas conhecidas como células da glia. O termo "glia" vem do grego e significa cola (que provavelmente deu origem a palavra inglesa glue = cola). As células da glia (ou neuróglia) existem na proporção de 10:1 neurônio e possuem diversas funções fisiológicas no tecido nervoso. Existem cinco tipos de cél...

Entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis

O pesquisador Miguel Nicolelis é um dos mais renomados neurocientistas do Brasil, sendo considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela Scientific American, e foi o primeiro brasileiro a publicar um artigo que foi capa da revista Science . Nicolelis atua em pesquisas sobre relação máquina-sistema nervoso central, doença de Parkinson e em outras linhas de pesquisa. Além disso, esse pesquisador fundou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra , um centro que deverá se tornar referência mundial para estudos em neurociência. Há alguns anos atua nas áreas de docência e pesquisa na Universidade de Duke. Abaixo, acompanhe uma entrevista deste cientista no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Matéria sobre a Fisioterapia em Academias na Revista Empresário Fitness and Health

Caro leitor, recentemente escrevi uma matéria para a Revista Empresário Fitness and Health sobre a Fisioterapia em academias, abordando como uma academia deve ser estruturada para oferecer um serviço de Fisioterapia. A matéria foi publicada na edição 54 da revista. Se for de seu interesse, sugiro a leitura.