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Mostrando postagens de 2011

O gol de placa da ciência na Copa do Mundo de 2014

O gol de placa da ciência brasileira pode ser efetuado na abertura da Copa do Mundo de 2014, onde o genial neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis, poderá estrear o projeto Walk Again (Caminhar novamente) por meio da interação cérebro-máquina. O projeto pretende utilizar vestes robóticas (ver protótipo em figura abaixo) em pacientes com paralisias do corpo (paraplegias e tetraplegias oriundas de lesões da medula espinal, por exemplo), sendo que estas vestes, por sua vez, são controladas por chips implantados nos cérebros dos pacientes. Os chips captam o sinal da intenção cerebral de executar algum movimento e transmitem para a veste de robô, que então executam o movimento imaginado como se fosse um próprio membro do nosso corpo. Até então o que parecia ficção científica, está prestes a se tornar realidade, e melhor ainda, no Brasil por um projeto que é coordenado por um brasileiro. Um ve...

Uma breve aula sobre o tecido nervoso

Esta entidade flagrada acima é um componente essencial para o funcionamento do sistema nervoso, trata-se de um neurônio (ou célula nervosa). Esta célula é especializada em conduzir impulsos elétricos (ou nervosos) a "longas" distâncias com o intuito de estabelecer comunicações dentro do nosso organismo. Os neurônios estabelecem inúmeras conexões entre si (sinapses), e também interagem com outros tipos de células para compor um tecido, formando assim o tecido nervoso. Em biologia, um tecido é uma matéria composta por células e substâncias (matriz extracelular) produzidas por estas células. As células quais os neurônios interagem, o oferecem suporte fisiológico, sendo estas conhecidas como células da glia. O termo "glia" vem do grego e significa cola (que provavelmente deu origem a palavra inglesa glue = cola). As células da glia (ou neuróglia) existem na proporção de 10:1 neurônio e possuem diversas funções fisiológicas no tecido nervoso. Existem cinco tipos de cél...

Entrevista com o neurocientista Miguel Nicolelis

O pesquisador Miguel Nicolelis é um dos mais renomados neurocientistas do Brasil, sendo considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela Scientific American, e foi o primeiro brasileiro a publicar um artigo que foi capa da revista Science . Nicolelis atua em pesquisas sobre relação máquina-sistema nervoso central, doença de Parkinson e em outras linhas de pesquisa. Além disso, esse pesquisador fundou o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra , um centro que deverá se tornar referência mundial para estudos em neurociência. Há alguns anos atua nas áreas de docência e pesquisa na Universidade de Duke. Abaixo, acompanhe uma entrevista deste cientista no programa Roda Viva, da TV Cultura.

Saiba mais sobre a Fisioterapia no Esporte (Entrevista com o fisioterapeuta Nilton Petroni)

Exames de imagem no celular?

Bom, é isso mesmo. Na sexta-feira da semana passada (dia 4) a FDA (Food and Drug Administration), uma espécie de ANVISA norte-americana, aprovou o uso do primeiro aplicativo médico para iPhone e iPad. Este aplicativo, denominado Mobile MIM, permite ao médico visualizar exames de imagem sem a necessidade da impressão destes. Agora, nos Estados Unidos, um celular (no caso, um smartphone ) ganha mais uma ferramenta: o auxílio no diagnóstico. Na América Latina o aplicativo estará disponível nos seguintes países: Costa Rica, El Salvador, República Dominicana, Guatemala e Paraguai. Na minha opinião, é, a princípio, uma ferramenta fantástica, principalmente se for aplicada para a troca de informações entre os profissionais da saúde (à distância) para que um diagnóstico duvidoso seja exclarecido ou ainda melhor estudado.

O meu primeiro experimento científico

Para fazer ciência, ao contrário do que muitos pensam, não é necessário ser maluco ou ter o cabelo bagunçado. É necessário muito esforço e ética, principalmente quando um ser vivo é utilizado em prol da ciência. Na minha iniciação científica, eu trabalhei com ratos Wistar, aqueles ratos branquinhos, porém, um ponto a ser esclarecido é o uso de ratos em experimentos. Por que utilizar ratos em pesquisa se visam melhorar a saúde humana? De uma forma superficial do ponto de vista biológico, a fisiologia (funcionamento do organismo) do rato é, em muitos pontos, similar a dos humanos. Mas os animais não devem ser utilizados em experimentos sem fundamento científico, então, não basta ter uma ideia e verificar empiricamente no animal os resultados desta ideia. Há algum tempo, graças aos órgãos de proteção dos animais e a legislação, o uso dos animais em experimentos só é justificado por estudos que visam beneficiar a saúde humana e também d...

Experiências de um acadêmico

O meu início na graduação foi acompanhado de grande empolgação e de uma quantidade enorme de expectativas e, com este espírito, estudei em demasia e me destaquei no primeiro ano de faculdade como um dos melhores alunos da minha turma. E isso foi um aspecto muito positivo para o meu início, não apenas para o julgamento que os docentes fazem do perfil do aluno, mas por saber que tinha adquirido o máximo de conhecimento possível e que o esforço tinha sido recompensado de alguma forma, com o saber. Este fato só veio a aumentar minha empolgação, porém, com os pés no chão. Eu sabia que com o aumento diário do volume de informações em saúde, não bastava apenas sonhar e achar que já tinha adquirido bastante conhecimento, e sim, que haveria necessidade de continuar estudando do mesmo modo, ou seja, estudando muito. Conforme fui adquirindo conhecimentos e experiência em estudar, buscava sempre complementar o conteúdo aprendido em aula com a leitura de um artigo científico e, a partir deste ato,...